sábado, 29 de dezembro de 2012

Um Dia A Mais

Dia a menos
Dia a mais
Tanto faz
Um sonho jamais
Perseguido na força da alma
Sem pressa
Sem calma
Ilude o presente da realidade
Cura a falsidade do acreditar
Pensamentos a imaginar
Coisas que não são daqui
São de lá
Onde nunca estará
Assim sempre será
Sem chance de mudar
De escolher não lamentar
De escolher não mais chorar
As escolhas que não existem
Supérfluas chances que persistem
Em ser sempre as mesmas

Noite Infinda

Canta
Som que encanta
A alvorada virá jamais
Sem menos
Sem mais
Aquilo que pertence ao parecer
Momentos a esquecer
Noites infindas
Foram muitas suas vindas
A desafiar a honra de um homem só
Da terra à terra, do pó ao pó
Retornar talvez
Apenas uma vez
Uma chance a mais
Desistir jamais
Das falhas tentativas perdoadas
Ao ser, foram negadas
E a vontade de voar
Amanhã pode não mais aqui estar
E onde estará...
Se não mais se lembrará

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Rainha Dos Ventos


Que seus ventos soprem minha alma além mundo
Do fundo me ergua para sobrevoar seus ares de tempestade
Pensamentos em mim, tornem-se realidade
Nos mais profundos desejos da verdade
Na humildade me ajoelho e sigo o brilho da estrela guia
Que rasga os céus em forma de raios destruindo meus inimigos
E as pedras que cruzam meus caminhos
Sejam erguidas pela força de seus ventos a soprar
Com carinho chove seu amor em gotas de chuva
Mãe guerreira anuncia ao trovejar
As batalhas que irá travar
Batalha minha, com seu fogo incinera o demais
Luta perdida será jamais
Infinda é a fé
Que liberto ao receber o seu axé

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ele

Ele sabe por onde andei
Por vezes caminhei
Até pensei em desistir
Em busca do existir
Na aurora dos tempos que voam
Sobrevoam os ventos que nos levam a viver
Querer é o poder
Em ares de liberdade liberto minha vontade
Da maldade do mundo que chora
Choro também
A força que nos mantém unidos
Vivos com a faísca que ateia fogo no sonhar
A prorrogar o tempo que passa
Acho graça na ilusão da ignorância
Da distância do real e da verdade
Realidade que conduz a caminhos tortuosos
Fantasiosos conceitos do passado
Semearam a discórdia do futuro
Conjuro Seu nome em súplica
Como réplica concede a expiação
Derramando águas salgadas que sempre cairão
De alegria ou de tristeza
Ensina a destreza da temperança
A viver e clamar Seu nome com esperança

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dono Das Ruas

Dono das ruas
Aquelas que eram suas
Todas elas
São e serão
Parte de sua missão
Abrir ou fechar
Caminhos cruzar
Alguns a levantar
Outros a derrubar
Sempre a ajudar os caminhos de muitos
Fortuitos aqueles que o conhecem
Perecem ou crescem sob seus comandos
A mando dos céus
Do sol ou da lua
Seja tua essa jornada
A meia noite o galo canta
e encanta
Seu nome na encruzilhada
O sino da igreja badala
Anuncia sua chegada
Naquelas que são suas
Salve seu Tranca Ruas

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Belas Palavras

Palavras belas foram ditas
Sejam escritas
Para alumiar os caminhos de muitos
Todos aqueles com intuito
Da vida prosseguir
Sejam elas
Em homens com sequelas
Contraditas no empirismo
Perseguem o sonho descrito nas palavras
Percorrem estradas que levam a nada
Estrada de dúvidas infinda no universo
Palavras não lidas escritas no verso
Proferida a maldição sobre o livro da vida
Partida a lágrima sobre nomes de glória
Que nunca souberam chorar

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Guerreiro do Verbo

Palavras que tornaram o vazio
Chegaram aos meus ouvidos
Chegaram a existência do futuro insólito
Gélido é o passado que atormenta
Lamenta todo o tempo
Longínquo futuro da existência
O vazio impõe a permanência
No âmago daqueles que desejam
Queremos o suor escorrendo pelo corpo
Das batalhas vencidas
Também perdidas
Que movimentam uns e outros
Sejam poucos
Mas vivam o sentido da vontade
Do querer
Verdade ou mentira
Seja dita a palavra do meu verbo
Da guerra perdida nunca travada
Mas ansiada no coração dos valentes
Bravos combatentes de si mesmo
Guerreiros conscientes da realidade
Em busca de tudo ou nada
Amada ou odiada
Sempre será nossas vidas
Iludidas ou não
Sempre prontos a desejar

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sempre Caminhos

O sol da manhã me mostrou
A verdade que procurava
Brilhou por tão pouco
Nos três dias que iluminava
Tão pouco sei viver
Era as palavras que pronunciava
Talvez meu pai ou minha mãe
Não sei quem comigo caminhava
Além das fronteiras do que conhecia
Um novo mundo me mostrava
Seja breve ou seja nada
Era algo que precisava

Estrada de Lagrimas

Lagrimas da estrada de faixas sem fim
Desejo do longínquo destino chegar até mim
Calor do cimento que abrasa tantas vidas na carne e na pele
Atravesso o mundo sobre as 4 rodas do carma
Como uma arma a vida e o corpo
Brisa leve que toma de medo a coragem
Ainda vivo
Prossigo a emoção até que um dia caia morto
E me entregue a vil lamentação dos fracos
Que meu corpo em trapos pereça sob as lagrimas de ouro
Ricos homens choram seu valor
Homens pobres sem pudor
Aprisionados na teia do destino

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Guerreiro de Si

Junte-se a nós
Os homens da guerra
Sons das bombas que ecoam pelos tempos
Pelas eras ressoa o bravejar da salvação
Infeliz homem que queria mudanças
Fez-se o exército de um homem só
A lutar pela vinda da justiça da vida
Nunca vem
Luta infinda de um propósito sem razão
Sem lógica em seu fundamento
Pensamento sem fim
Perpetuado na ideia da vingança
Vingança de todos nós
Escravos da temperança ilusória
Concepção irrisória
Causa revés da alma que lamenta
Viver a perpétua sentença da estagnação
Segue fugidio por toda vida
Sem ida... Sem volta...

quinta-feira, 12 de julho de 2012


Há conceitos que palavras não podem dizer
Mas os olhos decifram as ideias contidas em uma imagem
Do dia a dia que passa e nem todos podem ver
A vida transmitindo sua própria linguagem
De um mundo como deveria ser
Feito a Deus a própria imagem

Caminhos da vida

Sigo em frente caminhando
Os caminhos da vida traçados por mim
Lembrando faz tanto tempo
Que já não sei o que escolhi
Nesta vida sigo o vento
Que me ajuda onde me perdi
As vezes me guia até o mar
Pra limpar o que adquiri
O peso do pesar
Dos erros que cometi
Sinto falta de meu Pai
Do reino que já vivi
Solitário este caminho
Mas ele também esta aqui
Ensinando esta vida
Nos caminhos que escolhi

sábado, 9 de junho de 2012

Virtude

Chama do viver
Oscila
Transforma de repente
Transtorna
Crenças que perecem ao empirismo
Pelo fogo incinera a esperança
Temperança que resta
Atesta sua propria decepção
Ao ver em cinzas a razão da propria existencia
Sem prudencia
Se perdeu na desilusão
Uma fração de valores inexistentes
Esfera da injustiça prevalece
A mim compadece
As ruinas da fortaleza corrompida
Força interior
Desprovida de um valor chamado virtude

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Longe De Ser


Somente um sonho
E se o mundo não fosse como achava que era
Desespera longe de ser
O viver que vivia
Fantasia
De um dia longe de ser
Como achava que era
Sem tempo... Sem espera
Desespera no amanhã
Do porvir que não vem
Longe de vir
Vem pra ninguem
Então vou buscar
Os alicerces do sonhar
Do mundo que achava que era
Longe de ser
Mundo que acaba
Mundo que era meu
Pereceu como achava que era

domingo, 29 de abril de 2012


Holocausto


Propicio é o lugar
Para o holocausto do pouco de mim
Sobrevivente a ultima resposta
Pergunta que não cala
Não conduz
Satisfaz a permanencia da duvida
Fútil resposta
Nada leva... nos aguarda para o fim
Do pouco de mim
Que resta ao despertar
Se possível desejar
Cajado que conduz
Haja luz... nada guia
Em caminhos de respostas sem perguntas
Tantas juntas... nada fazem
Assumem o observador com olhos que não veem
Semeiem minha vida em trajetos inglórios
Serão frutos os risos ilusórios
Que não sairiam de mim
Mas algo sai... sempre saiu
Desenhando tristes caminhos em meu corpo em holocausto

sábado, 28 de abril de 2012


Tempo Incerto

Palavras de um tempo longíquo
Profecia do amanhã
De fatos de hoje... De ontem
Para sempre estagnado
Na concepção dos dias... Das horas
Tempo eterno que não anda... Não para
Nunca muda
Sempre será
Nos dá a ilusão do momento de agora
Num momento de ontem... De amanhã
Tempo incerto de mim
De quando vim... De quando virei
À ser o agora
Mas vou embora rumo ao tempo incerto de mim
Sem começo... Sem fim
Marcando minha jornada pelos momentos de sempre
Sempre momentos
Nada muda... Nada mais
Momentos jamais
Tempo incerto de agora
Passado do amanhã... Futuro de ontem
Dá-nos a hora
De onde estará
Esteve ou está
O tempo incerto de mim

sexta-feira, 27 de abril de 2012


Porvir ilusorio

Brilho de um eterno momento
Paz e solidão que percorre o infindo trajeto da vida
Em sua ida assume a compostura do que jamais deveria ter sido
Ou partido além mundo em busca de nada
Infinda jornada na maré da auto-flagelação
Prorrogando o tempo a fluir sem destino
Sem razão
Sinta o fervor de meu sangue que percorre meu corpo com ódio
Por uma vida perdida
Iludida com a promessa de um sorriso brilhar
Na escuridão dos lugares que pés cansados prosseguiram
Na esperança do porvir que nunca veio
Nunca virá
Resulmindo a sentença da tragica existencia
Observando de camarote o palco da vida
Longe demais pra sentir
O que era suposto existir

terça-feira, 10 de abril de 2012

Assombro da Vida

um assombro dedicado aos fracos
de corpo e de alma
sem calma, sem lucidez da propria realidade
como um mito permanece na eternidade
serenidade tão obscura
vejo de longe contra mim
perpetua escuridão de um trajeto infindo
tão feio, tão lindo
tantos olhos e tão dificil de enchergar
tantos fatores, tantos sentidos
vividos, vivenciados
verdade que não existirá
ou ao menos existiu
então demarco meus caminhos
com aguás salgadas que não vieram do mar
soluveis de tanta simplicidade
complicidade no marco da vida
seja a minha ou seja a sua
tanto faz
se perdeu o foco do momento
e o tempo contem as respostas
pergunto as respostas qual a noção do tempo
como o vento um sussurro ecoa alem mundo
dedicando um assombro contra mim

domingo, 18 de março de 2012

Pensar da Emoção

Palavras de um pensamento que tudo é possível
Como o viajar pela força do pensar
O limite é o desconhecido
De algo que nunca se fez
Arte de pensar ou criar
Tempo inexistente já vivi perpetuado
Voz do viver anunciou o sonhar
Pensar da frieza do mundo irreal
Gritar do sentimento que foi esquecido
Fundamento infundado
Comprima meu peito e diga que sinto
Mesmo que seja a merda da realidade

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Trajeto do Destino

Trilha sem fim
Onde via rosas no deserto
Tempo incerto vagando pelos mares
Almas sem lares caindo em aguas de cachoeira
Coração de pedra ou de madeira
Sente a falta do viver
Ou crescer nas aresta do tempo
Sopro do vento arrasta de si
Daqui ou de lá
Vem para ca
Fustigando um coração insensivel
Perecivel sob a agua do mar
Por sorte ou azar
A tempestade se faz
Na ira de um momento fugaz
Que traz a solução
Com ou sem razão
Das areias do deserto constroi seu castelo
Seja feio ou seja belo
Seja meu
Como prova da conquista do momento
Alento de vida que aqui novamente soprou
Tomou a esperança pelos braços e correu até mim
Preludio do fim para algo recomeçar
No trajeto de um mundo que cansou de esperar
Tomou formas que queria criar e para fora projetou
Disformes como os medos que assombra comprimiu
E cuspiu o escarro do cansaço de errar
Sorriu para mim
Seja breve e seja o fim

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Vazio da existencia

Se em vão eu escrevo
Palavras de um fundamento que se perdeu
Sem razão sobrevivo sobre os escombros de um sonho falido
Tomado pela nevoa do esquecimento
Um pranto... Um lamento
Que chora fagulhas ardorosas de desesperança
Que para tanto ou para pouco nada resta
Se arrasta pelo tempo
Em desalento compadece de si mesmo
A esmo na vida ou na morte
Neutro no vazio que consome
Dominio sem nome que existe
Mas perece
Se esquece de um dia que abrangiu com o suor
O mundo em forma de pensamento
Esvaecendo
Assumiu a forma de escuridão
Sem pretensão, pois nada era no vazio da existencia