quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Garcia

Eu vi Garcia
Sua magia brilhava com esplendor
De senso comum
Dentre muitas grafias, uma especial
Sensorial à um instinto
Distinto por apenas tocar
Sem olhar
Sem saber as razões do destino
Temido por ser
Apenas cumprido o seu dever
Invejado por ser sem saber
O que muitos queriam conhecer
Assim o é
Mestre da vida de si mesmo
Sábio sem saber
Inspirando o crescer
O amadurecer
De milhares de almas
Perdidas sobre folhas em branco
A aprender a ler ou escrever
Como um dia assim seria
Como cartas à Garcia

domingo, 29 de outubro de 2017

Meu Dia Sem Hora

Compadecem uns aos outros
Agora soltos pelos ventos que escolhemos soprar
Me disseram que era amor
O fervor dessa paixão tão poética 
De um mundo sem ética que fujo sem pudor
Sem rancor
Sem dor que contraria minha liberdade 
Vontade de viver o dia de agora
Dia sem hora
Sem preceitos 
Conceitos do dia que vivo agora
Meu dia, minha hora
Ao pensar já foi embora 

Gotas De Chuva

Entre plantas e flores à relva selvagem
Murmura a angústia em gotas de chuva
Sem onda e sem vento
Espero em relento
O trovoar da tempestade ao quebrar a neblina
Entre montes e colinas traspassa um caminho
Da terra à areia, lamentos ao mar
No tempo que passo também a chorar
São águas salgadas que vem e que vão
Sem jamais perecer em meu coração
Sob o som do trovão
Ressurge a fúria outrora esquecida
Florida sobre cinzas de meu corpo carnal

Sonho Eterno

Eu tive um sonho
Sonho de todos momentos
Um mundo de leis inexplicáveis
Talvez bem aplicáveis
Em razão daqueles de bom coração
Infinda é a busca do sonho
Do concretizar
Na esperança que o erro não seja sonhar
Sonhos eternos
Em milênios vividos assim perseguido
Sem medo de errar
Se errado é sonhar, errado é o viver
Sem liberdade de escolher nosso ideal
Ideal utopia de vida
Nada comove, nada transforma
Em simples evolução à mesmos caminhos
Sigo o sonhar até o fim que não chegará
Fim da alvorada que assim tardará
Seja a trazer ou não a realização
Sigo sonhando como missão

Razão Do Mistério

Infinda é a procura
Em desvendar o mistério do viver
Vivido o mistério
Longínquo está o entender
Inúmeras facetas ao ver
Poucas a compreender
Vicissitudes da cósmica regência
Na dependência do explicável inexplicável
Humana mente inestimável
Que estima compreender o incompreensível
Perecível pensamento presente
Perece o passado e futuro à questão
Razão volátil
Ora se faz, ora não
Concentração ao ponto do nada
Cada feixo em sua direção
Afinal sem rumo
Na onda do pensamento que vagueia
Pelos mirantes do mundo e da alma

Luz Dourada

Sobreveio a luz
Me opus a escravidão da eterna obscuridade
Realidade transcendente em infindos momentos
Atento ao lampejo do raiar
Além mar, além terra
Não erra o trajeto sem rumo
Sem direção
Todos caminhos resultam num único destino
O abismo do ressurgimento
Sentimento do renascer
Crescer banhado pela áurea luz dourada
Fadada a envolver
Tomar por completo a essência de todo nosso ser