quarta-feira, 26 de junho de 2013

Além Devaneio

Os anos passaram como dias
Poucas foram as vezes do sol nascer e se por
Seja como for o caminho é continuo
Não para pelo desejo
Segue o trajeto da divina ordem
Aos anjos, foram tantos com muitas missões
Visionários deram fruto do que vinha do Ser
Apenas para contemplar a obra suprema
Demanda do Todo
Que criou a Si próprio
De puro caráter faleceu perante a discórdia
Suplício ao humano que seja humano
Das víboras aos animais
Sejam todos leais
As leis que regem o universo

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Servo Do Verbo

Razões desaparecidas
Talvez nunca existidas
Nas ranhuras dessa longa história
Em busca de glórias ilusórias
Talhado a ferro e fogo
Em supostas paginas em branco
Com espanto leio o livro da minha vida
Partida em pedaços pela ironia do verbo
Sou servo das palavras
Que dita os versos do meu caminho
Por trilhas estreitas sem volta
Me revolta o verbo saber
Sem nada poder
Ou fazer
Escravo das mãos que escrevem
Formulam o destino
Maculam os imaculados
Com verbos enganados
Não há verbos
Somente servos do triste poeta
Correta é a forma que mascara
Aquilo tudo que estraga
Perece sob nossa ignorância
Sem distância do fim
Assim é tão perto
De um livro em branco só para mim

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Como Sou

Como sou
Da forma que sou
Enigma perpétuo nas fases da vida
Tantas idas e vindas ao mesmo buraco
Por onde passo destaco as cicatrizes do tempo
Abertas ainda escorrem
Como as mágoas de um inocente detento da sombras
Que na penumbra perambula sem rumo
Assim que sou
Assim que sumo
E assumo
Quem sou na realidade
Pois não sou de verdade
Na vasta escuridão da inveracidade
Sem alusão a nada
Nada será
Nada serei
Pois jurei que via formas concretas
Tão discretas como a malicia do homem
Em aspectos que aqui nos consomem
Enganado fui
Agora sou eu quem exclui
Subtraio a mediocridade do passado
Do presente
Também do futuro
O tempo é o tempo
Não trás a luz ao meu escuro
Não quebra o muro que me cerca
Me corrompe diversas vezes na névoa da futilidade
Mas tenho integridade
Até o limite de quem sou
Aos confins de onde estou
Aqui ou não
Assim sempre serei

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Formas Do Passado

Hoje eu sou
A forma do passado descrito
Seja dito
Que foi passado inúmeras vezes
Como um vício em círculos incontáveis
Intermináveis são as distâncias para o essencial
Na busca para ser o universal
Como parte do mundo ou das estrelas
Sem que meu brilho se apague
Se extirpe perante a derrota
De tudo tomo nota
Com medo que caia no esquecimento
Deixo marcado na matéria
Para que da miséria me erga novamente
Na lembrança dos erros intermitentes
Persigo a saída do labirinto
Para muitos tão comum
Para mim é tão distinto
O real que se mostra para poucos
E tantos outros que nem ao menos são reais
Aqui jamais serão
Querendo ou não
Nunca farão parte daqui
Assim como também não faço
Vim para o fracasso
Vitimado pelo acaso do destino
Do plano divino
Que em cada vida venho combater

domingo, 2 de junho de 2013

Pura Comédia

Destino sem rumo
Somente o presente decadente que consumo
Presumo ser o fim
O começo
Logo esqueço quem eu fui
Quem eu era
Quem eu sou
Num mundo que assim expressou
Como eu seria
Sem hoje... Sem agora
Meu mundo não tem hora
Só o presente que me assola
Passado, futuro ou presente
Mas ainda que eu tente
O certo é o incerto
De um mundo tão perto
Tão longe... Tão só
Antes ou depois
Das inexistentes tentativas
Expectativas da desilusão
Quantas são... quando foram...
Para nada se esperar
Seguindo os caminhos do vento a soprar
Ventos da ilusão
Enganam com a mentira do tempo
Não mais intento
Desejo ou vontade
Submisso da realidade
No show dos horrores da divina comédia
Impresso em cada rosto de pura tragédia
Rostos infiéis
Cruéis como o meu
Nascidos para a maldade
Do além à perversidade
Nesse mundo que nem ao menos somos nós mesmos