Razões desaparecidas
Talvez nunca existidas
Nas ranhuras dessa longa história
Em busca de glórias ilusórias
Talhado a ferro e fogo
Em supostas paginas em branco
Com espanto leio o livro da minha vida
Partida em pedaços pela ironia do verbo
Sou servo das palavras
Que dita os versos do meu caminho
Por trilhas estreitas sem volta
Me revolta o verbo saber
Sem nada poder
Ou fazer
Escravo das mãos que escrevem
Formulam o destino
Maculam os imaculados
Com verbos enganados
Não há verbos
Somente servos do triste poeta
Correta é a forma que mascara
Aquilo tudo que estraga
Perece sob nossa ignorância
Sem distância do fim
Assim é tão perto
De um livro em branco só para mim
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