Destino sem rumo
Somente o presente decadente que consumo
Presumo ser o fim
O começo
Logo esqueço quem eu fui
Quem eu era
Quem eu sou
Num mundo que assim expressou
Como eu seria
Sem hoje... Sem agora
Meu mundo não tem hora
Só o presente que me assola
Passado, futuro ou presente
Mas ainda que eu tente
O certo é o incerto
De um mundo tão perto
Tão longe... Tão só
Antes ou depois
Das inexistentes tentativas
Expectativas da desilusão
Quantas são... quando foram...
Para nada se esperar
Seguindo os caminhos do vento a soprar
Ventos da ilusão
Enganam com a mentira do tempo
Não mais intento
Desejo ou vontade
Submisso da realidade
No show dos horrores da divina comédia
Impresso em cada rosto de pura tragédia
Rostos infiéis
Cruéis como o meu
Nascidos para a maldade
Do além à perversidade
Nesse mundo que nem ao menos somos nós mesmos
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