quarta-feira, 19 de junho de 2013

Como Sou

Como sou
Da forma que sou
Enigma perpétuo nas fases da vida
Tantas idas e vindas ao mesmo buraco
Por onde passo destaco as cicatrizes do tempo
Abertas ainda escorrem
Como as mágoas de um inocente detento da sombras
Que na penumbra perambula sem rumo
Assim que sou
Assim que sumo
E assumo
Quem sou na realidade
Pois não sou de verdade
Na vasta escuridão da inveracidade
Sem alusão a nada
Nada será
Nada serei
Pois jurei que via formas concretas
Tão discretas como a malicia do homem
Em aspectos que aqui nos consomem
Enganado fui
Agora sou eu quem exclui
Subtraio a mediocridade do passado
Do presente
Também do futuro
O tempo é o tempo
Não trás a luz ao meu escuro
Não quebra o muro que me cerca
Me corrompe diversas vezes na névoa da futilidade
Mas tenho integridade
Até o limite de quem sou
Aos confins de onde estou
Aqui ou não
Assim sempre serei

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