Entre plantas e flores à relva selvagem
Murmura a angústia em gotas de chuva
Sem onda e sem vento
Espero em relento
O trovoar da tempestade ao quebrar a neblina
Entre montes e colinas traspassa um caminho
Da terra à areia, lamentos ao mar
No tempo que passo também a chorar
São águas salgadas que vem e que vão
Sem jamais perecer em meu coração
Sob o som do trovão
Ressurge a fúria outrora esquecida
Florida sobre cinzas de meu corpo carnal
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