terça-feira, 16 de julho de 2013

Minha Selva

Sou leão
Rei da selva de concreto
Esperto como a ave de rapina
Que destina a sorte de sua caça
Na ironia a hiena e sua graça
Fica com a carcaça
Ri com a desgraça da morte de outrem
Sem culpa e sem remorso
Assim me esforço
Como um rato me ergo da foça
E que vossa terra seja minha
Sem rainha no castelo das formigas
Como um louva-deus eu clamo
Que queimem no inferno minhas almas inimigas
Assim odeio como um cão feroz
Por vingança ataca seu algoz
Mas também amo
Com amor de um pinguim
Do começo até o fim
Que seja assim até a morte
No lúgubre canto do corvo
Para muitos um estorvo
Até mesmo o cantar da alegria
Assobiar da própria magia
Um sabiá, um corvo ou um pardal
Ritmo da canção sem final
Sob o sol ou o luar
Ouço a solidão de um uivar que também canta
Encanta o cair do anoitecer
Sem perecer longe da matilha de seus iguais
A mim serão jamais
Não sigo os patos
Nem lidero
Vivo aonde eu quero
Ainda que seja temporada de minha raça
Da caça de uma nova espécie
Nunca perto da extinção

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