o tempo parou!
anjos estupefatos a observar,
mais um ato de liberdade.
coragem? não! não!
dizem que é covardia,
seria isso o desejo de algo melhor?
pureza! excelencia!
a vida escorria sem lagrimas a cair.
sorriso que contemplava, saboreava...
espaço e tempo em suas possibilidades impossiveis.
lá esta ele! vinha por mim.
a carregar-me ao outro lado.
nenhum medo! nenhuma lembrança!
apenas o desejo de ir.
conhecer a vida... a morte!
quebrar todas aquelas barreiras impostas pela materia,
adentro do sonho, do pesadelo!
sangue! vida!
saindo de mim a escorrer pelo chão,
antecipado dava vida a minhas proprias asas.
como o voo dos anjos, a dançar, a criar...
suprindo a ansia de viver!
fim da dor!
na ausencia de sentidos superfluos,
gaiola de carne aprisionando toda minha criação.
o tempo parou!
momento eterno que conheci a paz.
quem a conhece?
breve contemplação perdurará assim,
no limite da carnal responsabilidade.
processo interrompido!
normalidade vulgar retornou a tona.
oh não!
de volta a morte!
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